Espécie: Pombo
Origem e distribuição
O pombo-doméstico descende do pombo-bravo, originário da Europa, Norte de África e sudoeste da Ásia. Com a domesticação e adaptação ao ambiente urbano, tornou-se uma das aves mais comuns em cidades por todo o mundo.
Habitat preferido
Pombos preferem áreas elevadas para nidificar, como cornijas, telhados, sótãos, varandas e estruturas de edifícios. Procuram locais abrigados de predadores e das condições climáticas adversas. São extremamente adaptáveis e conseguem viver em quase qualquer zona urbana.
Alimentação
São granívoros, mas em ambiente urbano alimentam-se de praticamente tudo: restos de comida, pão, sementes, grãos e até lixo. Esta dieta pouco natural pode levar a problemas de saúde e facilita a sua proliferação em zonas densamente povoadas.
Reprodução
Pombos reproduzem-se ao longo de todo o ano, especialmente em climas amenos. Podem ter até 6 a 8 ninhadas por ano, com 1 ou 2 ovos por postura. O período de incubação dura cerca de 18 dias e os juvenis voam por volta dos 30 dias.
Comportamento e orientação
Estas aves têm excelente memória espacial e utilizam o campo magnético da Terra, o sol e pontos de referência para orientação. São conhecidas por regressar sempre ao mesmo local — um comportamento chamado de “filopatria”.
Impactos para a saúde e estruturas
Apesar de inofensivos à primeira vista, os pombos podem transmitir doenças como:
- Salmonelose
- Criptococose
- Histoplasmose
As fezes são altamente ácidas e corrosivas, podendo danificar fachadas, telhados, monumentos e equipamentos. Além disso, acumulam-se em locais de difícil acesso, criando focos de maus odores e pragas secundárias como pulgas e ácaros.